Quando o siso precisa ser extraído?
Nem todo siso precisa sair — veja o que define a indicação.
A resposta curta: não é todo siso
Existe uma ideia difundida de que todo siso deve ser extraído por precaução. Não é assim. Sisos que irromperam por completo, estão bem posicionados e podem ser escovados e passados com fio dental podem ser mantidos e acompanhados nas consultas de rotina.
Os sinais que costumam indicar a extração
Dor e inflamação repetidas. Quando a gengiva sobre o siso inflama de tempos em tempos, com dor, inchaço e dificuldade para abrir a boca, o quadro tende a voltar enquanto o dente estiver ali.
Cárie de difícil acesso. O siso fica no fundo da boca e, quando está parcialmente coberto pela gengiva, acumula resíduos que a escova não alcança. A cárie que se forma ali é difícil de tratar e pode atingir o dente vizinho.
Dano ao dente ao lado. Um siso inclinado pode pressionar o segundo molar, causando cárie na face de contato ou perda óssea entre os dois.
Impedimento a outro tratamento. Em alguns planejamentos ortodônticos ou protéticos, o siso precisa sair para que o restante do tratamento seja possível.
O siso incluso
Siso incluso é o que não irrompeu e permanece coberto por osso, gengiva ou ambos. Ele pode passar anos sem dar sintoma e aparecer em uma radiografia de rotina.
Estar incluso, por si só, não é indicação automática de extração. O que orienta a decisão é a posição do dente, a proximidade de estruturas como o nervo, a presença de lesões ao redor e o histórico de sintomas.
Como a decisão é tomada
Com exame clínico e radiografia. A imagem mostra a posição da raiz, a relação com o nervo e com o seio maxilar, e a situação do dente vizinho. Sem ela, qualquer indicação é palpite.
Se você tem sisos e nunca os avaliou, vale uma consulta — mesmo sem sintoma. É bem mais tranquilo planejar uma extração com calma do que resolvê-la em uma urgência.
Leia mais sobre o tratamento: Extração de siso.
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Falar pelo WhatsAppConteúdo revisado por Dr. Guilherme Souza Peter, CRO/RS 28.499. As informações deste artigo são educativas e não substituem uma consulta: a indicação de qualquer tratamento depende de avaliação clínica individual.