Seg a Sex: 08:30 às 12:00 e 14:00 às 19:00 | Sáb: 09:00 às 13:00
Rua Bento Gonçalves, 236 - Centro, Camaquã/RS

Por que o enxerto é necessário

O osso que sustenta os dentes depende do estímulo da mastigação para se manter. Quando um dente é perdido, a região deixa de receber esse estímulo e o osso começa a reabsorver — processo que é mais acentuado nos primeiros meses e continua, mais devagar, ao longo dos anos.

O resultado é que, em quem perdeu o dente há bastante tempo, pode não haver altura ou espessura suficiente para acomodar um implante. Instalar o pino em osso insuficiente compromete a estabilidade e aproxima o implante de estruturas que precisam ser respeitadas, como o nervo alveolar inferior e o seio maxilar.

O enxerto ósseo recompõe esse volume. Além da perda por ausência de dente, ele também é indicado após doença periodontal avançada, traumas com perda óssea e em regiões onde o seio maxilar se expandiu para baixo, reduzindo a altura disponível.

Tipos de enxerto

O enxerto autógeno usa osso do próprio paciente, retirado de outra região da boca. É considerado a referência na literatura, porque mantém células vivas e capacidade de formação óssea, além de não ter risco de rejeição. A contrapartida é exigir uma segunda área cirúrgica, de onde o osso é removido.

O enxerto xenógeno usa material de origem animal, em geral bovina, processado para remover todo componente orgânico e restar apenas a estrutura mineral. Funciona como um arcabouço que o osso do paciente vai ocupando ao longo dos meses. Dispensa a segunda área cirúrgica.

Há ainda materiais sintéticos e a combinação entre tipos, prática comum para unir a atividade biológica do osso próprio à estabilidade de volume dos substitutos. A escolha depende do tamanho do defeito, da região e do planejamento — e é explicada a você antes do procedimento.

Levantamento de seio maxilar

O seio maxilar é uma cavidade cheia de ar situada acima dos dentes posteriores superiores. Com a perda desses dentes, ele tende a se expandir para baixo, reduzindo a altura de osso disponível — às vezes a poucos milímetros.

O levantamento de seio, ou sinus lift, resolve isso: a membrana que reveste o seio é cuidadosamente elevada e o espaço criado abaixo dela é preenchido com material de enxerto, que ao longo dos meses se transforma em osso capaz de receber o implante.

Existem duas abordagens. A técnica fechada é feita pelo próprio local onde o implante será instalado, quando falta pouca altura. A técnica aberta usa uma janela lateral no osso e é indicada quando a necessidade de ganho é maior. Em alguns casos o implante é instalado na mesma cirurgia; em outros, aguarda-se a maturação do enxerto.

Como funciona, em etapas

  1. Avaliação e tomografiaA tomografia mede a altura e a espessura reais do osso na região e define quanto volume precisa ser recomposto.
  2. PlanejamentoDefine-se o tipo de enxerto, a técnica e se o implante poderá ser instalado na mesma cirurgia ou depois.
  3. PreparoCondições que interferem na cicatrização, como inflamação de gengiva e infecções, são tratadas antes.
  4. Cirurgia de enxertiaCom anestesia local, a região é acessada, o material de enxerto é posicionado e, quando indicado, coberto por membrana. A gengiva é suturada.
  5. Cicatrização e maturaçãoPeríodo de meses em que o enxerto é incorporado, com consultas de controle e exame de imagem para confirmar a formação óssea.
  6. Instalação do implanteConfirmado o volume ósseo, o implante é instalado e segue o percurso normal até a prótese.

Profissional responsável

Dr. Lucas Nunes de Castro, especialista em implantodontia na Clínica Odontológica Dr. Guilherme Peter

Dr. Lucas Nunes de Castro

Especialista em Implantodontia CRO/RS 30.410

Especialista em Implantodontia, responsável pelo planejamento cirúrgico e protético dos casos de implante da clínica.

Conhecer Dr. Lucas Nunes de Castro

Dúvidas frequentes

Todo implante precisa de enxerto?

Não. O enxerto é indicado quando a tomografia mostra volume ósseo insuficiente para acomodar o implante com segurança. Boa parte dos casos dispensa o procedimento.

O enxerto dói?

A cirurgia é feita com anestesia local. No pós-operatório é comum haver inchaço e desconforto por alguns dias, controlados com a medicação prescrita. Enxertos maiores tendem a ter pós mais sentido.

Quanto tempo espero até o implante?

Varia conforme o tipo e o tamanho do enxerto, em geral alguns meses até a maturação. Em algumas situações o implante é instalado na mesma cirurgia do enxerto.

De onde vem o osso do enxerto?

Pode ser do próprio paciente, retirado de outra região da boca, de origem bovina processada, sintético ou uma combinação. O tipo indicado para o seu caso é explicado antes do procedimento.

Enxerto pode ser rejeitado?

Os materiais usados são biocompatíveis e não provocam rejeição imunológica. O que pode ocorrer é a perda parcial do enxerto por infecção ou exposição, situações avaliadas nos controles.

O que é levantamento de seio maxilar?

É a elevação da membrana do seio maxilar para criar espaço e preenchê-lo com enxerto, recuperando a altura de osso na região dos dentes posteriores superiores.

Posso fumar durante a cicatrização?

O tabagismo prejudica a vascularização e a cicatrização, e aumenta o risco de perda do enxerto. A orientação é interromper no período, e isso é discutido no planejamento.

Agende sua avaliação

Converse com a nossa equipe pelo WhatsApp e agende uma avaliação para o seu caso.

Falar pelo WhatsApp

Onde ficamos

Endereço
Rua Bento Gonçalves, 236 – Centro, Camaquã/RS – CEP 96780-048
Horários
Segunda a sexta, 08:30 às 12:00 e 14:00 às 19:00 · Sábado, 09:00 às 13:00 · Domingo fechado
Telefone e WhatsApp
(51) 98140-2307
Como chegar à clínica

Tratamentos relacionados

Conteúdo revisado por Dr. Guilherme Souza Peter, CRO/RS 28.499.