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Quando a extração é indicada

A extração é considerada quando o dente não tem condição de ser mantido com previsibilidade. As situações mais frequentes são cáries muito extensas que destruíram a estrutura necessária para restaurar, fraturas que atingem a raiz, doença periodontal avançada com perda do osso de suporte e dentes com infecção que não responderam ao tratamento de canal nem ao retratamento.

Também há extrações indicadas dentro de um plano maior: dentes removidos por indicação ortodôntica para criar espaço na arcada, ou dentes remanescentes sem condição de permanecer antes de uma reabilitação protética.

É importante dizer o que vem antes dessa decisão: a conduta padrão é tentar preservar o dente. Nenhuma substituição, por melhor que seja, reproduz integralmente o dente natural. A extração entra quando as alternativas de preservação foram avaliadas e não se sustentam.

Como é o procedimento

A extração é feita em consultório, com anestesia local. Depois de anestesiada a região, o dente é descolado das fibras que o prendem ao osso e removido com movimentos controlados.

Em parte dos casos a extração é mais elaborada: dentes com raízes curvas, muito destruídos ou que exigem acesso pelo osso podem precisar de divisão em partes para serem removidos com menos trauma à região — o que, ao contrário do que parece, costuma resultar em pós-operatório mais tranquilo e melhor preservação do osso.

Antes do procedimento, informe ao dentista os medicamentos que você usa, em especial anticoagulantes e medicamentos para osteoporose, além de condições de saúde como diabetes e histórico cardíaco. Isso pode mudar o preparo e os cuidados.

Pós-operatório e o que fazer com o espaço

Nas primeiras horas, o cuidado central é proteger o coágulo que se forma no alvéolo — é ele que inicia a cicatrização. Por isso a orientação de não bochechar com força, não cuspir, não usar canudo e não fumar nesse período: a sucção pode deslocar o coágulo e levar à alveolite, um quadro doloroso que atrasa a recuperação.

Compressa fria nas primeiras horas limita o inchaço, e alimentação fria e macia nos primeiros dias facilita. A higiene continua nos demais dentes, com cuidado na área operada, conforme a orientação recebida.

Há ainda a decisão sobre o espaço. Um dente ausente não é um problema apenas estético: os dentes vizinhos tendem a se inclinar para o espaço e o antagonista a extruir, o que desorganiza a mordida ao longo do tempo. O osso da região também reabsorve por falta de estímulo, o que pode dificultar um implante feito muito depois. Por isso a reposição é discutida já no planejamento da extração, e não anos mais tarde.

Como funciona, em etapas

  1. Avaliação e radiografiaO dentista examina o dente e a região e solicita radiografia para avaliar as raízes, o osso de suporte e as estruturas vizinhas.
  2. IndicaçãoConfirma-se que não há alternativa viável de preservação e discute-se o plano de reposição do espaço.
  3. PreparoVocê informa medicamentos em uso, alergias e condições de saúde, e recebe as orientações pré-operatórias.
  4. Anestesia e extraçãoCom a região anestesiada, o dente é removido. Conforme o caso, pode ser dividido em partes para reduzir o trauma.
  5. Sutura e orientaçõesA região é suturada quando necessário e você sai com prescrição e instruções por escrito para os primeiros dias.
  6. Retorno e reabilitaçãoConsulta de controle para avaliar a cicatrização e, na sequência, o planejamento da reposição do dente quando indicada.

Dúvidas frequentes

A extração dói?

O procedimento é feito com anestesia local e não deve doer durante. No pós-operatório é comum haver desconforto e inchaço por alguns dias, controlados com a medicação prescrita.

Posso extrair qualquer dente sem substituir?

Não é o recomendado. O espaço faz os dentes vizinhos se inclinarem e o antagonista extruir, desorganizando a mordida, além da reabsorção do osso na região. A reposição deve ser planejada junto com a extração.

O que é alveolite?

É a perda do coágulo que protege o alvéolo após a extração, causando dor intensa dias depois do procedimento. Não fumar, não usar canudo e não bochechar com força nas primeiras horas reduz bastante esse risco.

Quanto tempo leva para cicatrizar?

A gengiva costuma fechar em cerca de uma a duas semanas, e o osso continua se reorganizando por meses. O prazo para a reabilitação é definido conforme esse processo.

Tomo anticoagulante, posso extrair?

Em geral sim, com preparo adequado. É essencial informar todos os medicamentos em uso antes do procedimento, porque isso muda o planejamento e os cuidados.

Quando posso voltar a comer normalmente?

Nos primeiros dias a orientação é alimentação fria e macia, mastigando do lado oposto. A retomada gradual é orientada conforme a cicatrização.

Extração é sempre a última opção?

A conduta padrão é tentar preservar o dente, porque nenhuma substituição reproduz integralmente o dente natural. A extração entra quando as alternativas foram avaliadas e não se sustentam.

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Conteúdo revisado por Dr. Guilherme Souza Peter, CRO/RS 28.499.