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O que é e quando é indicado

O retratamento de canal é a repetição de um tratamento endodôntico já realizado, em um dente que voltou a apresentar sintomas ou em que a radiografia mostra que a infecção persiste.

Os sinais que levam a essa indicação são dor ao morder, sensibilidade que não passa, inchaço ou fístula na gengiva próxima ao dente — aquela bolinha que drena secreção — e, muitas vezes, nenhum sintoma: apenas uma imagem de lesão na ponta da raiz encontrada em radiografia de rotina.

A lógica do procedimento é remover o material que obtura os canais, limpar e desinfetar novamente todo o sistema e obturar de novo, agora corrigindo o que falhou da primeira vez.

Por que um canal falha

A anatomia interna do dente é mais complicada do que parece. Um molar pode ter quatro ou mais canais, alguns bastante estreitos ou curvos, e um canal que passou despercebido no primeiro tratamento segue abrigando bactérias.

Outras causas comuns são a obturação que não alcançou toda a extensão da raiz, deixando espaço para recontaminação, e a que ficou aquém do ideal em vedação. Também pesa a recontaminação tardia: quando a restauração ou a coroa sobre o dente perde vedação, a saliva volta a infiltrar e recontamina o interior tratado.

Há ainda fatores do próprio caso, como fraturas, reabsorções e canais calcificados. Parte disso só fica evidente durante o retratamento, e é por isso que o endodontista costuma explicar as possibilidades antes de começar.

O que esperar e quais as alternativas

O retratamento é tecnicamente mais trabalhoso que o primeiro tratamento. É preciso remover o material antigo sem danificar a raiz, ultrapassar eventuais obstáculos — instrumentos fraturados, degraus, pinos — e tratar canais que às vezes estão calcificados. Isso costuma significar mais sessões e mais tempo em cada uma.

Quando o dente tem coroa ou pino protético, muitas vezes é necessário removê-los para acessar os canais, o que implica refazer a restauração ao final.

Nem todo caso é resolvido por essa via. Quando o retratamento não é viável ou já foi tentado sem sucesso, as alternativas são a cirurgia parendodôntica, que aborda a ponta da raiz por fora, ou a extração seguida de reabilitação. O endodontista apresenta o prognóstico de cada caminho antes da decisão.

Como funciona, em etapas

  1. Avaliação e radiografiaExame clínico e imagens avaliam a qualidade da obturação anterior, a presença de lesão e as condições da raiz.
  2. PlanejamentoDefine-se a viabilidade do retratamento, o número provável de sessões e o que fazer com coroa ou pino existentes.
  3. Acesso e remoção do material antigoCom anestesia e isolamento absoluto, o dente é aberto e o material que obtura os canais é removido.
  4. Limpeza e desinfecçãoOs canais são novamente instrumentados e irrigados, incluindo os que não haviam sido tratados. Medicação intracanal pode ser usada entre sessões.
  5. Nova obturaçãoConfirmada a desinfecção, os canais são obturados e vedados.
  6. Restauração e controleO dente recebe restauração definitiva ou coroa, e consultas de controle acompanham a reparação da lesão por radiografia.

Profissional responsável

Dra. Camila Hübner Bielavski, especialista em endodontia na Clínica Odontológica Dr. Guilherme Peter

Dra. Camila Hübner Bielavski

Especialista em Endodontia CRO/RS 31.449

Especialista em Endodontia, responsável pelos tratamentos de canal, retratamentos e cirurgias parendodônticas da clínica.

Conhecer Dra. Camila Hübner Bielavski

Dúvidas frequentes

Retratamento dói mais que o primeiro canal?

O procedimento é feito com anestesia local. Costuma exigir mais tempo e mais sessões que o primeiro tratamento, mas o controle da dor durante o atendimento é o mesmo.

Por que meu canal falhou?

As causas mais comuns são canais não localizados no primeiro tratamento, obturação que não vedou toda a extensão da raiz e recontaminação por infiltração na restauração ou coroa.

Quantas sessões são necessárias?

Varia conforme a complexidade. Retratamentos costumam exigir mais sessões que o tratamento inicial, e a estimativa do seu caso é dada após a avaliação.

Vale a pena retratar ou é melhor extrair?

Sempre que o dente tem estrutura suficiente e o retratamento é viável, mantê-lo costuma ser preferível, porque nenhuma substituição reproduz integralmente o dente natural. O endodontista apresenta o prognóstico de cada alternativa.

Preciso remover minha coroa?

Em muitos casos sim, para acessar os canais. Isso é avaliado antes e significa que a restauração precisará ser refeita ao final do tratamento.

O retratamento sempre resolve?

Tem boa taxa de sucesso, mas não é garantido, como nenhum procedimento. Quando não resolve, as alternativas são a cirurgia parendodôntica ou a extração.

Quanto tempo até a lesão desaparecer?

A reparação óssea é lenta e acompanhada por radiografias ao longo de meses. A redução progressiva da imagem de lesão é o sinal de que o tratamento respondeu.

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Conteúdo revisado por Dr. Guilherme Souza Peter, CRO/RS 28.499.