Cirurgia parendodôntica em Camaquã
Aborda a ponta da raiz por fora, quando o tratamento pelo interior do dente não resolve.
O que é e quando é indicada
A cirurgia parendodôntica é um conjunto de procedimentos que trata a infecção na ponta da raiz por acesso externo, através da gengiva e do osso, em vez de pelo interior do dente. É a via considerada quando o tratamento convencional e o retratamento não deram conta.
As indicações mais frequentes são a persistência de lesão ou de sintomas depois do retratamento, a presença de obstáculos que impedem o acesso pelo interior — instrumento fraturado além do alcance, pino que não pode ser removido com segurança — e a necessidade de remover cistos ou granulomas que não regrediram.
Não é a primeira escolha e nem substitui o retratamento. É a etapa seguinte quando o caminho de dentro do dente já foi tentado ou está indisponível, e serve para preservar um dente que de outro modo seria extraído.
A apicectomia e a obturação retrógrada
O procedimento central da cirurgia parendodôntica é a apicectomia: a remoção cirúrgica da porção final da raiz, justamente a região onde a anatomia é mais ramificada e onde bactérias costumam se abrigar fora do alcance da limpeza feita por dentro.
Removido o ápice e o tecido inflamatório ao redor, é preparada uma pequena cavidade na superfície de corte da raiz e feita a obturação retrógrada — o selamento dessa cavidade, hoje realizado com materiais biocompatíveis como o MTA e cimentos biocerâmicos, que vedam a saída do canal por esse lado.
É uma cirurgia de precisão, que exige acesso adequado e visualização da região apical. Por isso o planejamento com exame de imagem é indispensável: ele mostra a relação da raiz com estruturas vizinhas, como o seio maxilar e o feixe nervoso.
Pós-operatório e acompanhamento
É esperado inchaço na região e desconforto nos primeiros dias, além da possibilidade de hematoma na face quando a cirurgia é em região anterior superior. A medicação prescrita controla dor e inflamação, e compressa fria nas primeiras horas ajuda a limitar o edema.
Os pontos costumam ser removidos após alguns dias. Nesse período a orientação é evitar esforço físico intenso, alimentos duros e quentes na região, e manter a higiene com cuidado na área operada, conforme a instrução recebida.
A avaliação do resultado não é imediata: a reparação do osso ao redor da raiz leva meses e é acompanhada por radiografias periódicas. A redução progressiva da imagem de lesão é o indicativo de que a cirurgia respondeu.
Como funciona, em etapas
- Avaliação e exame de imagemRadiografia e, quando indicado, tomografia mostram a extensão da lesão e a relação da raiz com estruturas anatômicas vizinhas.
- PlanejamentoConfirma-se a indicação cirúrgica, depois de avaliadas as alternativas pelo interior do dente, e define-se a técnica.
- Anestesia e acessoCom anestesia local, a gengiva é descolada e o osso sobre a região apical é acessado.
- Curetagem e apicectomiaO tecido inflamatório é removido e a porção final da raiz é cortada.
- Obturação retrógradaÉ preparada uma cavidade na superfície da raiz e selada com material biocompatível, como MTA ou cimento biocerâmico.
- Sutura e acompanhamentoA gengiva é suturada e o caso é acompanhado por radiografias ao longo dos meses para avaliar a reparação óssea.
Profissional responsável
Dra. Camila Hübner Bielavski
Especialista em Endodontia CRO/RS 31.449Especialista em Endodontia, responsável pelos tratamentos de canal, retratamentos e cirurgias parendodônticas da clínica.
Conhecer Dra. Camila Hübner BielavskiDúvidas frequentes
Cirurgia parendodôntica é o mesmo que extrair o dente?
Não, é o oposto. O objetivo é justamente preservar o dente, tratando a infecção na raiz por fora quando o acesso por dentro não resolve.
Dói?
A cirurgia é feita com anestesia local. No pós-operatório é comum haver inchaço e desconforto por alguns dias, controlados com a medicação prescrita.
Quando ela é indicada?
Quando o retratamento de canal não resolveu, não é viável tecnicamente, ou quando há obstáculos no interior do dente, como instrumento fraturado ou pino que não pode ser removido com segurança.
Qual a taxa de sucesso?
As técnicas atuais, com materiais biocerâmicos e melhor visualização do campo cirúrgico, têm resultados favoráveis descritos na literatura. O prognóstico do seu caso é avaliado individualmente.
Vou ficar com o rosto inchado?
Inchaço na região é esperado nos primeiros dias, e pode haver hematoma na face em cirurgias de região anterior superior. Compressa fria nas primeiras horas ajuda a limitar.
Quanto tempo leva para saber se deu certo?
A reparação óssea é gradual e acompanhada por radiografias ao longo de meses. A redução progressiva da lesão é o sinal de resposta favorável.
E se a cirurgia não resolver?
A alternativa passa a ser a extração do dente, seguida de reabilitação com implante ou prótese. Isso é discutido antes, no planejamento.
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Conteúdo revisado por Dr. Guilherme Souza Peter, CRO/RS 28.499.